Ministério da Cidadania, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro,
Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS apresentam:

Big Data da Canção

A cantora Maria Rita e o rapper Rael falaram sobre composição, memória afetiva e o poder transformador da música no painel "A Narrativa da Composição e Interpretação", que aconteceu na quinta-feira, dia 25 de abril, na Sala da Música.

Por falar em big data, o cérebro de cada artista tem um algoritmo interno que o ajuda a escolher os temas de suas composições, as metáforas que escolhe e a sonoridade que os embala. Mas a indústria ainda não conseguiu reproduzi-lo – ainda bem – e é isso que torna a arte tão interessante. Como não há fórmulas, ela sempre nos surpreende.

Escolha de repertório

“Costumo dizer que eu ‘canto histórias’”, explica a cantora Maria Rita. “Como não componho, sempre busco algo com que eu me identifique nas músicas que me enviam. Não há uma regra. Algumas vezes é a letra, outras a melodia, e até mesmo o refrão. Não importa. Mas tem uma coisa interessante. Quando o cara me manda a música, só com o violão, e eu escuto mentalmente os arranjos e os instrumentos, preenchendo mentalmente a coisa toda, sinto que a música já é ‘minha’.”

Filha, irmã e amiga de músicos, Maria Rita insinua que se há um banco de dados onde colhe e processa as informações que transforma em arte, esse banco é sua própria história. O que vive no presente, mas também sua memória afetiva. No caso dela, as lembranças do pai, o pianista César Camargo Mariano, que compunha e arranjava canções alheias na sala de casa. Daí o hábito de arranjar ‘mentalmente’ as canções que ela recebe.

Com o rapper, cantor e compositor Rael se dá o mesmo. “Tenho certeza que muita coisa da minha música também veio do meu pai, que tocava chorinho, me estimulou a tocar violão e me ensinou a gostar de todo tipo de música. Mas, assim como a Rita, eu também comecei como intérprete. Fazia cover dos caras que eu curtia, como Racionais Mcs e Chico Science. As músicas que gostamos entram de alguma forma dentro da gente. E nos modificam”, aposta o rapper.

Música e transformação

Aliás, esse foi outro tema discutido na palestra A narrativa da composição e interpretação, que ocorreu no dia 25 de abril. A música tem o poder de transformar? “De transformar e de salvar”, brinca Maria Rita. “Ao menos no meu caso. Se não fosse a música, eu já teria enlouquecido. Juro. Estava num caminho de depressão profunda. Passei quatro noites sem dormir, sentada na cama e olhando para o nada, antes de assumir que eu precisava fazer isso da minha vida, correndo todos os riscos. Música para mim não é fama, é arte. E me transforma, sim. Como intérprete e também como ouvinte.”

Não há algoritmo, inteligência artificial ou biotecnologia que possa fazer isso por nós. Ao menos por enquanto.

Ministério da Cidadania, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro,
Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS apresentam:

patrocinadores

fique conectado