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Elza Soares: Meu nome é agora!

O clipe de “A Carne” acaba de passar e a cantora e compositora Elza Soares, amparada pelos seus empresários, entra no palco da Grande Sala ovacionada pelo público. O jornalista, apresentador e autor de ‘Elza’, livro biográfico lançado há 6 meses, Zeca Camargo, também a acompanha para um rápido bate-papo antes da homenagem que seria feita à artista. Apresentada como dona de uma trajetória absurda e “impossível” de acontecer, Elza - que enfrentou muitos obstáculos em sua vida, e desde muito cedo - está super ativa, com CD novo no forno (“forte e que botará o dedo na ferida”), com turnê marcada pela Europa nas próximas semanas e recém chegada da Bahia, onde se apresentou.

A história de Elza Soares tinha tudo para dar errado. Pobre, mulher e negra, se destacou em um mundo machista por causa do barulho que faz com a sua garganta. Foi vítima de muito preconceito, inclusive no primeiro disco, no começo dos anos 50, quando a gravadora Odeon não queria colocá-la na capa. Expulsa do Brasil pela ditadura junto com Mané Garrincha, ela teve a sua casa metralhada e se mudou para a Itália, onde se apresentava em bares na noite. 

Dez anos depois, ela volta ao seu país e se apaixona pela voz de Roberto Ribeiro. Foi quando decidiu que queria gravar com ele de qualquer maneira. Acabou saindo da Odeon porque os executivos mais uma vez não queriam colocar os dois artistas negros na capa de um LP. “Machismo e preconceito é uma coisa absurda. Quando gravei “A Carne”, disse para Seu Jorge que faria da minha maneira e mudei a letra, coloquei que 'A carne mais barata do mercado não é mais a negra”, ao contrário da versão original. Sobre o mundo gay, diz que foi muito ajudada por eles e procura dizer para o jovem, negro, homossexual e de periferia para não ter medo de enfrentar a vida, “porque o medo destrói”.

“Minha mensagem chega agora para as pessoas porque eu falo a verdade sobre a minha história, minha vida, apesar de não estar mais no passado. My name is now, eu sou e vivo o agora”, falou antes de ser muito aplaudida. 

Elza é uma das representantes do sexo feminino mais engajadas e estava feliz por representá-las, “já que elas ainda enfrentam muitas dificuldades”. Zeca lembrou da decisão da cantora de gravar um video sobre Marielle Franco. “Que bom que eu ainda incomodo algumas pessoas nesta altura da minha vida”, disse. “Deus é mulher, porque se fosse homem, já tinha acabado com tudo. Homem não tem paciência”, disse a cantora, que reforçou sua espiritualidade citando São Jorge, o seu santo padroeiro. “A minha fé é em um Deus que é uma energia forte e que comanda e faz o que a gente é. Acredito muito em mim e amo o espiritismo, a minha fé. Minha força está comigo”, falou Elza.

Antes de acabar, ainda relembrou uma história hilária que envolveu o músico Louis Armstrong, exaltou seus dois empresários e seu cabeleireiro, falou sobre beleza e sobre o seu corpo, disse que ficou careca para Mané Garrincha parar de beber - mas ele bebeu mais - detalhou o acidente que sofreu no palco em 1989 e que comprometeu a sua coluna, e passou uma mensagem positiva e otimista antes de receber o Prêmio Especial Rio2C de Personalidade do Ano. “A gente tem que lutar pelo nosso país antes que a nossa liberdade termine. O Brasil é maravilhoso”, concluiu.

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