Ministério da Cidadania, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro,
Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS apresentam:

Inovação e sustentabilidade para um futuro melhor

Para refletir sobre o futuro do planeta, na manhã do dia 25 de abril, o Rio2C reuniu executivos de empresas que utilizam a inovação a favor da implementação da sustentabilidade em suas atividades.

Quem abriu a mesa foi Fernando Souza, Diretor Institucional do Grupo Cataratas, principal concessionária de Turismo Sustentável do Brasil. Com o lema de “impacto positivo é o nosso legado”, a empresa atua no Aquário do Rio de Janeiro, EcoNoronha, Paineras Corcovado, Rio Zoo. "Locais importantes para que as pessoas visitem e aprendam mais sobre conservação". Ele acredita que os desafios que temos hoje podem ser muito maiores no futuro, porém, a mobilização social também pode ser também ainda mais atuante.

Em seguida, Anna Carolina Lobo, do Programa Marinho e Mata Atlântica, da WWF_Brasil, mostrou alguns números impressionantes sobre a ação do plástico no meio-ambiente. Segundo a pesquisa, 95% do plástico produzido no mundo é desperdiçado após a primeira utilização por conta de um descarte inadequado. De tudo que já foi fabricado (a produção de plástico começou na década de 1950), 75% já virou lixo. E o Brasil é o quarto maior produtor  lixo plástico do mundo.

Se nada mudar, a expectativa é que a poluição vai dobrar de tamanho até 2030.  “Nós consumidores podemos pressionar o governo a trazer ações concretas para acabar com a poluição plástica despejada nos oceanos. O Rio de Janeiro foi a primeira capital brasileira a proibir o canudo, por exemplo", destacou. O consumidor pode fazer uso de seu poder e exigir que as indústrias demonstrem liderança através da redução do uso desnecessário do plástico. E ainda, utilizar menos plástico no dia a dia. 

A Gerente também falou sobre o Projeto Plástico Vale Ouro, que está trazendo soluções e dando valor ao profissional catador de plástico. Desenvolvido em parceria com a Plastic Soup Foundation, da WWF_Holanda e outros parceiros locais, o projeto nasceu com o objetivo de reduzira chegada do material na Baía de Guanabara, e ainda promover desenvolvimento para as comunidades locais.

A empresa Matéria Brasil criou então o projeto da Remolda, uma unidade recicladora móvel, idealizada a partir do projeto PreciousPlastic.com. Nela, garrafas pet são trituradas e derretidas e transformadas em um souvenir em formato do Cristo Redentor. A verba é então revertida para comunidade dos Guararapes.

Em seguida, quem se apresentou foi Rodrigo Medeiros, Co-presidente Brasil, da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável no Brasil da ONU. "Há alguns dias comemoramos o Dia da Terra e fui ver nas redes sociais a repercussão. Compartilhamos desse sentimento de amor pelo planeta, ao mesmo tempo em que  vemos transformações que causam uma destruição tão profunda na Terra. O  problema do plástico é um problema das nossas escolhas, como a gente consome". 

Ele falou sobre o projeto Rede de Soluções. "Acreditamos que dois grupos podem fazer a diferença: a comunidade de criação nos centros de pesquisa das universidades e as empresas da nova economia. Se fomos capazes de criar o plástico do nada, podemos criar outras soluções para o dia a dia. E as universidades são o celeiro disse. E também as empresas que não estão com a cabeça no passado. Querem gerar mais bem estar para as pessoas e outras espécies com quem dividimos o nosso planeta". 

“Futuro na nossa concepção mental, que estava além do nosso tempo de vida, não está mais. Em Estocolmo, em 1972 falavam em deixar um mundo para as gerações futuras. Daqui a 10 anos o mundo pode estar muito pior do que hoje. Esse impacto negativo será nas nossas gerações. Se não quisermos viver num presente com condições muito piores, para evitar o cenário catastrófico, temos que tomar uma ação não ó pelo planeta, mas também pela gente".

Ainda sobre o futuro. Peter Kronstrom, Head do Copenhagen Institute for Futures Studies da America Latina, questionou qual é o futuro desejado pela humanidade. "A explosão do conhecimento causa uma sociedade hiper ágil que está se auto-destruindo para se auto-construir de novo. Acreditamos que o que tem a possibilidade de nos salvar é que a sustentabilidade está virando um bom negócio". 

Sobre como pensar a comida para uma população cada vez maior, ele contou que ainda existem mais de 40 mil fontes de alimentação natural ainda inexploradas. E citou a indústria 4.0 com robôs: "Será que teremos menos opção de trabalho ou não vai faltar trabalho e teremos mais tempo livre?"/

Outro questionamento foi se os gastos de luxo estariam mudando de coisas tangíveis para transformações pessoais, onde um "eu melhor" se torna um produto. "Vivemos cada vez mais tempo. Assim, os consumidores estão ativos por mais tempo. Precisamos ter um engajamento transformador".

Anna Carolina encerrou o painel destacando os impactos no meio-ambiente da ação humana. "A sociedade não entende que 60% da população de vertebrados do planeta já morreu. Com tantos dados científicos disponíveis, somos a primeira geração que tem a noção real do impacto que temos no planeta. E talvez a última". 

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